Impactos de furtos em setores diversos

Atualizado: 2 de mai.

O setor elétrico, além de essencial para o bom funcionamento de uma sociedade cada vez mais conectada, impacta diretamente em diversas outras áreas. Não há como negar: somos dependentes da eletricidade, seja para o trabalho, estudo, rotinas diárias, lazer ou locomoção. Afinal de contas, quantas pessoas teriam suas vidas bagunçadas sem a existência do GPS, de aplicativos para tele-entrega e por aí vai?


O cenário contemporâneo, portanto, nos revela o quanto a energia elétrica é imprescindível para processos urbanos, industriais, comerciais e agrícolas. Neste último em específico, há um impacto significativo no que tange o balanço financeiro dos agricultores – para se ter noção, a cada 1 real despendido pelo produtor, 23 centavos são referentes aos gastos elétricos.


Já tratamos por aqui dos NFT’s e da mineração de criptomoedas, explanando sobre como elas impactam negativamente o setor elétrico em função da alta carga de energia empregada e, por consequência, do aumento de taxas de furto. Quais serão, porém, as razões que podem estar intensificando esse crescimento em relação ao setor rural?


O caminho da energia até o setor rural

Apesar da evidente necessidade de eletricidade nas zonas rurais, tanto para o desenvolvimento das atividades agrárias quanto para a qualidade de vida dessa população, a oferta só passou a evoluir a partir do início do século XXI.


Um levantamento feito pelo IBGE no Censo 2000 indicou que o número de residências nessas áreas sem eletricidade passava do marco de dois milhões. A constatação fez nascer o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica – Luz para Todos (LPT).


Todavia, engana-se quem acha que o problema foi completamente solucionado, pois o número de famílias desprovidas de acesso se revelou superior ao longo das operações. Por isso, o programa sofreu prorrogações ao longo dos anos, o que se estendeu até 2022 por meio do Decreto nº 9.357, de 27 de abril de 2018. Atualmente, a fiscalização do programa é regulada pela Resolução Normativa Aneel nº 950, de 23 de novembro de 2021.


Produtores rurais e perdas de isenção tarifária

Se o acesso demora a chegar ou é escasso, muitos produtores rurais podem tentar encontrar soluções por outras vias na tentativa de diminuir prejuízos. Há aqueles que invistam em soluções como fontes de energia renováveis, mas outros apostam nos furtos de energia de maneira a manter baixos os custos de produção.


Um agravante disso são as tarifas rurais. A partir de dezembro deste ano, por exemplo, está prevista a queda de descontos tarifários para trabalhadores do campo. O corte está sendo conduzido a partir do Decreto nº 9.642/2018, mas os valores já vinham sendo reduzidos desde o ano de 2018, sofrendo uma queda de 80%. A tarifa noturna também não será mais uma possibilidade ao fim de 2022, o que pode evidenciar ainda mais as taxas de furto.


Riscos associados à energia elétrica

O setor agrícola representa grande protagonista para o PIB brasileiro. Só no primeiro trimestre de 2021, ele totalizou mais de 200 bilhões de reais. Entretanto, assim como outras áreas, ela também tem seus riscos e particularidades.


De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), para além dos fatores climáticos, a produção agrícola possui riscos associados, tais como os ligados à falta de energia, escassez ou problema de distribuição. É através dela que o maquinário pode ser ativado e a produção, escoada. Sendo assim, a falta do insumo é considerado grave para o setor.


Poderiam os trabalhadores do campo encontrar soluções em outras fontes de energia? Sim, com certeza. Há, porém, um desconhecimento sobre o custo-benefício destas a longo prazo, o que leva muitos proprietários rurais a desistirem da ideia e aderirem à ilegalidade dos desvios de energia.


O futuro do setor agrícola tem T de tecnologia

Todo o cenário descrito não torna válidos os furtos de energia, mas certamente representa um indicativo da possibilidade dessas ocorrências. Considerando finalmente fatores como inacessibilidade de energia, valores tarifários e riscos associados, conseguimos rastrear fatores socioeconômicos que podem culminar nessa prática, infelizmente tão recorrente em diversas propriedades rurais espalhadas pelo Brasil.


Sendo assim, podemos dizer que o futuro da produção agrícola também mora na tecnologia. Isso porque, através de soluções como o monitoramento de perdas comerciais, tecnologia especial da Pix Grid, as distribuidoras são capazes de identificar quais pontos apresentam maior probabilidade de furto de energia. Dessa forma, a fiscalização torna-se mais eficaz pelo monitoramento remoto realizado por sensores orbitais gratuitos que, através de inteligência artificial, identificam desvio de padrões de consumo e localização.


Quer saber mais informações sobre como essa solução pode auxiliar seu negócio? Continue acompanhando os próximos textos por aqui no blog e entre em contato com a equipe Pix Grid para mais informações sobre produtos.

8 visualizações0 comentário